Bloqueio: treinamento técnico e tático






O bloqueio é considerado por alguns estudiosos como um dos fundamentos mais fáceis de serem aprendidos (BIZZOCCHI, 2000), afirmação que discordamos. Com a evolução do ataque no voleibol, a participação do bloqueio no jogo passou a ser mais e mais efetiva. Somente em 1961 houve a permissão da invasão do bloqueio à quadra adversária e na década de 70 a introdução das antenas limitou o espaço para o ataque e, por conseguinte o do bloqueio. Porém naquele momento o bloqueio era considerado um toque e somente em 1976 passou a não ser contado como um contato.

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A velocidade do jogo mudou e a utilização de 4 atacantes é hoje uma realidade do voleibol moderno, criando ainda mais dificuldade para as atletas conseguirem uma atuação que converta em pontos para sua equipe. Por estes e outros motivos é que consideramos que o bloqueio é um fundamento complexo e de difícil aprendizado. A bloqueadora precisa analisar vários aspectos, como, qualidade da recepção adversária, características da levantadora, tipo de levantamento, corrida da atacante, característica da atacante, altura de alcance da atacante, força aplicada pela atacante, quem é a bloqueadora que compõe o bloqueio com ela, tempo de salto ideal, equilíbrio, posicionamento. Com a introdução do “Rally Point” Sistem (RPS, 1998), valoriza-se mais ainda o significado das táticas de bloqueio, obrigando as equipes a utilizar um saque mais forçado para dificultar as ações das bloqueadoras. Acredita-se que como nas outras habilidades especificas do voleibol, ou fundamentos, o treinamento executado pela Pratica Intercalada, proporciona uma fixação maior deste fundamento em nossas atletas.

Treinamento da técnica

O conceito que guia o bloqueio no voleibol moderno consiste na atuação de uma série de funções individuais, tais como: escolha do sistema tático do bloqueio a ser utilizado, comunicação com a defesa, posicionamento e tempo de salto e finalmente a administração do tipo de plano de mãos e braços (defensivo ou ofensivo). Utilize-se como treinamento do gesto técnico do bloqueio formas de trabalho conhecido como Prática Concentrada, onde o atleta executa várias tentativas relativas ao fundamento técnico, para depois passar a executar o outro fundamento. Em proporção muito maior utilizou-se também é utilizada a Prática Intercalada, onde os fundamentos são executados de forma misturada, sem se deter somente em um fundamento. Partindo da primeira forma (Prática Concentrada), os treinamentos foram realizados com as fases especificas do bloqueio, onde se preocupa com o número de repetições e a qualidade das execuções. Para os treinamentos trabalha-se dividindo em duas partes gerais, ou seja, os gestos referentes aos membros inferiores (deslocamentos e saltos) e os gestos referentes aos membros superiores (invasão e plano de apoio). Nos gestos referentes aos membros inferiores encontram-se as passadas. A coordenação dos membros inferiores é de fundamental importância para um bom desempenho das variações de passadas. Acredita-se que a atleta deve ser capaz de executar todos os tipos e variações das passadas. Respeita-se, porém, sua característica quando da definição de qual passada será utilizada para cada situação. Os treinamentos são desenvolvidos de modo que as atletas executem os deslocamentos partindo das duas extremidades e do centro da quadra. Definiu-se os tipos de passadas em três padrões: passada lateral, passada cruzada (com duas variações: cruzada, lateral e fechamento, e lateral, cruzada e fechamento), e finalmente a passada com corrida lateral. atacante, força aplicada pela atacante, quem é a bloqueadora que compõe o bloqueio com ela, tempo de salto ideal, equilíbrio, posicionamento. Com a introdução do “Rally Point” Sistem (RPS, 1998), valoriza-se mais ainda o significado das táticas de bloqueio, obrigando as equipes a utilizar um saque mais forçado para dificultar as ações das bloqueadoras. Acredita-se que como nas outras habilidades especificas do voleibol, ou fundamentos, o treinamento executado pela Pratica Intercalada, proporciona uma fixação maior deste fundamento em nossas atletas.

Treinamento tático

O bloqueio tem uma relação com a qualidade do saque. Portanto os treinamentos táticos de bloqueio devem ser executados, também em conjunto com o saque, pois assim a jogadora pode avaliar a partir da recepção adversária, a condição da levantadora e qual atacante receberá a bola para efetuar o ataque. Este trabalho de bloqueio utilizando a direção e a eficiência do saque é de suma importância para um bom entendimento das bloqueadoras, de como tomar as decisões nas diversas situações de jogo.

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