Lesões de ombro no Voleibol







O voleibol apresenta aspectos com repetições de gestos, acelerações e desacelerações, deslocamentos e saltos e, muitas vezes os atletas devido a certa displicência ou falta de orientação, não se preocupam em manter sua condição física acabando por prejudicar suas performances esportivas e consequentemente em muitos casos abreviando sua capacidade de praticar o esporte, seja ele de alto nível ou com fins recreativos.

Estrutura anatomica do ombro

    O Ombro é a articulação que possui maior amplitude de movimentos  e, se falando de voleibol, esta é a articulação que mais é utilizada e que está mais suscetível a lesões.

    A Articulação do Ombro também é conhecida com Articulação Glenoumeral. Ela é esferoidal, e depende dos músculos, ligamentos e outros tecidos moles para sustentação, esta articulação se divide em dois grupos, que por sua vez são subdivididos, totalizando cinco articulações.

Primeiro grupo de articulações


Articulação Escápulo-umeral

    Esta articulação é verdadeira e principal do ponto de vista anatômico. É formada pela junção da escápula com o úmero e sua superfície de contato é cartilaginosa e permite o deslizamento.

Articulação Subdeltóide

    Articulação falsa e acessória, chamada de segunda articulação do ombro do ponto de vista fisiológico e não anatômico, pois possui duas superfícies que deslizam uma sobre a outra. Esta articulação está mecanicamente unida à articulação escápulo-umeral e qualquer movimento da articulação escápulo-umeral provoca um movimento na subdeltóide.

Segundo grupo de articulações

Articulação Esternoclavicular

    Esta articulação é verdadeira e acessória e, é a única articulação onde ocorre fixação do membro superior com o tronco. Nesta articulação a clavícula se une com o manúbrio do esterno.

    Os movimentos da clavícula na articulação esternoclavicular podem ocorrer em três direções: Movimento de elevação e depressão entre a clavícula e o menisco; anterior e posterior ou avanço e recuo entre o esterno e o menisco e, rotação ao longo do seu eixo longitudinal (BLANDINE, 2002).

    A articulação esternoclavicular é, "robusta e bem reforçada que permite movimentos em três planos. Os movimentos são elevação e depressão, pronação e retração e rotação".

Articulação Acrômioclavicular

    A articulação acrômioclavicular é uma pequena articulação que permite o movimento da escápula sobre a clavícula. Essa articulação é vulnerável a lesões quando as forças avançam pelo braço e pelo ombro. Também é uma articulação verdadeira e acessória.

    Esta articulação é sinovial deslizante e não está presente em todos os indivíduos, nela ocorre maioria dos movimentos da escápula com relação á clavícula.

    Na articulação acrômioclavicular se unem o acrômio e a extremidade acromial da clavícula (BLANDINE, 2002), esta fica acima do úmero e por isso pode impedir movimentos dos braços acima da cabeça.

    Nesta articulação os movimentos são característicos da escápula, e ocorrem em três direções: Sentido Anterior e Posterior com relação a um eixo vertical realizando movimentos de abdução e adução quando o acrômio se movimenta sobre o menisco e quando a escápula realiza rotação em torno do ligamento córaco-clavicular medial; Rotação quando a base da escápula oscila no sentido lateral e medial no plano frontal, ocorrendo quando a clavícula se movimenta sobre o menisco e quando a escápula realiza rotação em torno da parte trapezóide do ligamento córaco-clavicular lateral e, o terceiro movimento é para cima e para baixo, chamado elevação de depressão e que não é influenciado por rotações em torno do ligamento córaco-clavicular.

Articulação Escápulotorácica

    É uma articulação fisiológica e não anatômica, também é uma articulação falsa e principal e não conecta osso com osso. É uma das mais importantes articulações e sua amplitude total de movimento resulta do conjunto do acrômioclavicular e do esterno-clavicular.

Movimentos da articulação do ombro

    A articulação do ombro é a mais móvel de todas as articulações do corpo humano. A seguir serão apresentados os tipos de movimentos possíveis de serem executados pela articulação glenoumeral ou articulação do ombro.


Extensão: Consiste em deixar o cotovelo estendido ao lado do corpo e elevá-lo posteriormente.

Flexão: Para o movimento de flexão deve se estender o cotovelo ao lado do corpo e elevá-lo anteriormente.

Adução: Este movimento é feito com o cotovelo estendido ao lado do corpo. O movimento a ser realizado é de aproximar ao máximo o braço da parte medial do corpo.

Abdução: Consiste em elevar o braço com o cotovelo estendido ao lado do corpo.

Rotação: Para este movimento deve-se flexionar o cotovelo. Existem dois tipos de rotação, interna onde se aproxima a mão da linha medial do corpo, e a externa, onde a mão realiza o movimento contrário a linha medial do corpo, direcionando-a para a lateral.

Circundução: Neste movimento são executados todos os movimentos citados anteriormente em seqüência.

    Todos estes movimentos de uma forma ou outra, com grande ou pouca incidência, com maior ou menor amplitude são executados durante a prática do voleibol.

Tipos de lesão

    Existem vários tipos de lesões que podem ser causadas nos atletas de voleibol. As mais comumente encontradas são as contraturas, os estiramentos e contusões. Porém, todas as outras lesões abordadas estão presentes e podem ser provocadas se o atleta não tiver consciência ou orientação de como preveni-las.

Contusão

    Causadas por choque direto podendo ser violenta ou não, em contato com outra pessoa ou sobre uma superfície rígida.

    É freqüente que a pele não se rasgue, ocorrendo extravasamento de sangue para o tecido subcutâneo devido á lesão dos capilares, do que o contrário.o fluxo sanguíneo normal é afetado devido á oclusão dos capilares e pressão por causa do edema eventual. A nutrição normal do tecido esta comprometida. Há rigidez da região por causa da dor, edema e espasmo muscular (Apple et al., apud Chiappa, 2001, p. 125).


    No voleibol, as contusões mais comuns são provenientes do contato com a quadra, rígida e dura, ou em alguns casos com o contato físico entre companheiros ou com adversários em situações de jogo próximas à rede.

Distensão

    Todo músculo tem uma capacidade elástica limitada, quando esse limite for ultrapassado acontece à distensão muscular, onde as fibras dos músculos se rompem. Fato mais comum do que as contusões, mas que não causam luxação nem fratura da articulação, não acontecendo apenas entre atletas de alto nível, mas também com iniciantes.

Estiramento

    O estiramento acontece quando você estende, alonga ou rompe um ligamento, um tendão ou um músculo, rompendo assim as fibras musculares ou tendinosas. No voleibol, isso se sucede devido ao uso repetitivo ou continuo da articulação do ombro nos vários movimentos do esporte.

    O que se sente quando isso acontece é uma dor súbita que pode até ser intensa dependendo do grau da lesão.

Bursite

    A Bursite acontece divido a uma lesão na estrutura articular do ombro. Geralmente é causada por uso indevido da articulação do ombro em alguma atividade, ocasionando uma inflamação na bursa. A bursa são bolsas que estão entre os tendões e os tecidos subjacentes para movimentar livremente a articulação, levando assim a uma irritação no ombro toda vez que o individuo movimentar o mesmo.

Luxação

    Luxação se caracteriza quando um osso de uma articulação saiu de suas estruturas de fixação gerando muita dor, deformação e incapacidade de movimento.

    Em se tratando de voleibol isso fica um pouco raro de acontecer. Mas muitos atletas para dar o seu máximo, acabam forçando a articulação do ombro podendo levar a uma luxação, até mesmo em contato com a bola no movimento de ataque (cortada), sem haver o contato com algo rígido.

Tendinite

    Tendinite significa uma inflamação em algum tendão, referindo-se a qualquer processo doloso que não apresenta alteração óssea. Suas causas são variadas, indo de esforço repetitivo intenso até processos degenerativos das articulações.

Contratura

    Uma contratura muscular ocorre quando o músculo contrai-se de maneira incorreta e não volta a seu estado normal de relaxamento. A contratura por ser sentida quando se coloca a mão sobre o músculo e nota-se uma parte mais dolorida e dura como um nódulo.



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